Edmar Castañeda & Gregoire Maret

Dois virtuosos músicos, um harpista com reconhecido valor mundial e um outro, tocador de harmónica virtuoso, vencedor de um grammy, são músicos que contextualizam uma sensualidade rara permitindo-nos assistir a temas de uma beleza extraordinária, aliás são referenciados na imprensa mundiais que os reportam singularmente

Ex: Jazziz (USA) - Harp vs Harp - July 2019 “Maret and Castañeda continue to innovate, exploring such themes as spirituality and nostalgia, expressing their shared love of Brazilian music and jazz, and showcasing their strong musical affinity.”

Edmar Castañeda & Gregoire Maret

Edmar Castaneda é um dos mais conceituados harpistas do mundo. Com o seu instrumento, explora o jazz, o samba e outras sonoridades latino-americanas. Já atuou no Carnegie Hall, em Nova Iorque, e em festivais como o Montreal Jazz Festival. Colaborou ainda com Sting e Paco de Lucía e conta com quatro álbuns editados.

Gregoire Maret venceu, em 2005, o Grammy de melhor álbum de jazz contemporâneo com os Pat Metheny Group e o prémio de melhor músico do ano pela Associação de Jornalistas de Jazz. Fez depois uma tour de dois anos com o baixista Marcus Miller e integrou a banda de Herbie Hancock. Trabalhou também com Elton John e Prince e esteve presente no Funchal Jazz, em 2011.

Edmar Castaneda
De Bogotá (Colômbia) nasceu em 1978, o seu percurso começou de uma forma humilde e inspiradora. Filho de um músico e com uma mãe que sempre apoiou os seus talentos naturais, abraçou as nobres tradições do folclore do seu país. As aulas de dança joropo, que frequentou juntamente com a sua irmã, tornaram-se para si masterclasses de movimento, com o acompanhamento da harpa. Mesmo agora, em palcos de todo o mundo, nota-se que o corpo de Edmar parece engolir a sua harpa colombiana enquanto executa ritmos cruzados quase inacreditáveis, com nuances de acordes que rivalizam com os efeitos mais característicos das guitarras de flamenco.
 
Desde que se mudou para os Estados Unidos, em 1994, tomou de assalto Nova Iorque e o mundo com o seu virtuosismo na harpa – revolucionando a forma como o público e a crítica olham para este instrumento. Mestre na realização de sublimes complexidades rítmicas, revela um espírito dinâmico e extrai da harpa cores luxuriantes.
 
Edmar Castaneda toca arpa llanera (harpa das planícies), um instrumento tradicional da Colômbia. O seu disco mais recente, Entre Cuerdas (ArtistShare), atraiu as atenções dos críticos e de uma crescente legião de fãs. Com o trombonista Marshall Gilkes e o baterista/percussionista Dave Silliman, contou com os convidados John Scofield (guitarra), Andrea Tierra (voz) e Samuel Torres (cajón).
 
Edmar Castaneda partilha os seus conhecimentos em iniciativas desenvolvidas em importantes instituições, como o Banff Centre (residência de uma semana ao lado de Dave Douglas) e o Berklee College of Music (workshop interactivo centrado na cultura latino-americana). Tem sido reconhecido como compositor, para além de uma carreira aclamada como instrumentista que incluiu apresentações no Carnegie Hall (tributo a D’Rivera), DC Jazz Festival, Jazz at Lincoln Center, John F. Kennedy Center for the Performing Arts, Tanglewood Jazz Festival, X Congresso Internacional de Harpa e actuações ao lado de artistas como D’Rivera, Wynton Marsalis e a Jazz at Lincoln Center Orchestra, John Scofield, Chico O’Farrill’s Afro-Cuban Jazz Big Band e John Patitucci.

 Grégoire Maret
Vencedor de um  Grammy, compositor e compositor de harmónica da Suíça, Gregoire Maret mudou-se para Nova York aos 18 anos para estudar na New School University.

Ao longo da década passada, Gregoire emergiu como uma nova e única voz atraente num  amplo espectro do mundo moderno do jazz. O facto de seu instrumento escolhido - a harmónica - ser uma relativa raridade no género, é um elemento com um som singular, mas está longe de ser a explicação para o seu sucesso. Afinal, a extensa lista de pessoas que o contrataram para seus próprios projectos é incomparável: Herbie Hancock, Pat Metheny, Cassandra Wilson e Marcus Miller são alguns de seus empregadores mais proeminentes.

Mas importa realçar também as suas participações especiais em sessões de gravação e palcos de concertos  que alarga a lista de músicos com quem trabalhou: Prince, Sting, Elton John, Jimmy Scott, Dianne Reeves, Toots Thielemans, Raul Midón, Richard Bona, Terri Lyne Carrington, Tito Puente e Kurt. Elling, Mike Stern, Jeff "Tain" Watts e Charlie Hunter fizeram uso da paleta de cores incomparável de Maret.

Ao longo do seu percurso, Maret redefiniu o papel da harmónica, encontrando novos caminhos através de uma notável variedade de estilos. Herbie Hancock definiu  Maret como "um dos músicos mais criativos do mundo", enquanto Marcus Miller declarou que "está a levar a harmónica para o século XXI com coragem, paixão e criatividade".

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